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Como o algoritmo do Instagram escolhe o que mostrar em 2026?
Não existe um algoritmo só. Feed, Reels, Stories, Explorar e Busca têm sistemas próprios, e todos tentam prever o que você vai fazer com cada post — parar, assistir, curtir, mandar para alguém. A Meta publicou os sinais de cada superfície, e este texto reúne o que ela disse, o que mudou em 2025 e 2026 e o que isso quer dizer para quem cria.
Equipe GrapegramRevisado em 29 de setembro de 2026Como escrevemos

"O algoritmo" é o personagem mais citado e menos lido do Instagram. Ele leva a culpa quando o alcance cai, o crédito quando um Reel explode, e aparece em centenas de vídeos com regras que ninguém sabe de onde saíram.
A boa notícia é que dá para ler a fonte. Desde 2023, o Instagram e a Meta publicaram textos, descrições técnicas de cada parte do aplicativo e dados em teleconferências com investidores que explicam, com bastante detalhe, como o conteúdo é escolhido. Este artigo reúne o que está publicado — e só o que está publicado. Onde a fonte oficial não diz algo que o mercado repete, o texto avisa.
A versão curta é esta. Não existe um algoritmo único: cada parte do aplicativo tem o seu sistema. Todos fazem a mesma coisa em essência — tentam prever o que você vai fazer com cada post e mostram primeiro o que tem mais chance de te interessar. Os sinais que mais pesam, segundo o próprio chefe do Instagram, são tempo de exibição, curtidas e envios. Conteúdo original tem prioridade declarada. E há uma tela, chamada Status da Conta, que diz se o seu conteúdo pode ou não ser recomendado para quem não te segue.
O resto deste texto é o detalhe de cada uma dessas frases, com fonte.
Não existe "o algoritmo"
A frase é do próprio Instagram. Em maio de 2023, Adam Mosseri, que dirige a plataforma, publicou um texto chamado "Instagram Ranking Explained" que começa assim: o Instagram não tem um algoritmo único que decide o que as pessoas veem e o que não veem. Cada parte do aplicativo — Feed, Stories, Explorar, Reels, Busca — tem o seu próprio sistema, ajustado ao jeito como as pessoas usam aquela parte.
Faz sentido quando você pensa no que cada tela faz. No Feed e nos Stories, a maior parte do que aparece vem de quem você já segue, e a pergunta é em que ordem mostrar. No Explorar e nos Reels, a maior parte vem de contas que você não segue, e a pergunta é o que, entre milhões de opções, tem chance de te interessar. A Busca responde a um termo que você digitou. São problemas diferentes, e por isso os sistemas são diferentes.
Depois daquele texto, a Meta passou a publicar no seu Centro de Transparência descrições técnicas de cada superfície, que ela chama de explicações de ranqueamento. Elas foram atualizadas entre setembro de 2025 e junho de 2026, e são a fonte mais detalhada disponível hoje. As seções abaixo seguem essas descrições, superfície por superfície.
Por que as recomendações pesam tanto em 2026
Vale entender o tamanho do assunto antes de entrar em cada superfície. Em setembro de 2025, quando o Instagram chegou a 3 bilhões de usuários mensais, Mosseri disse ao TechCrunch que quase todo o crescimento da plataforma vinha de três lugares: mensagens diretas, Reels e recomendações. Em julho de 2026, a Meta informou aos investidores que o Instagram tinha passado de 2 bilhões de usuários diários e que o tempo gasto no aplicativo crescia a dois dígitos por ano, puxado principalmente por melhorias nas recomendações do Feed e dos Reels.
Traduzindo: uma parte cada vez maior do que as pessoas veem no Instagram não vem de quem elas seguem, e sim do que o sistema escolhe mostrar. Para quem cria, isso tem duas faces. A boa é que uma conta pequena pode chegar a muita gente que não a conhece. A exigente é que, para chegar, o conteúdo precisa passar pelos critérios de recomendação — e é por isso que as seções abaixo importam.
Um detalhe técnico dá a medida da sofisticação. Na mesma teleconferência de julho de 2026, a Meta disse que todo post público de Reels e do Feed do Instagram passa automaticamente por um modelo de linguagem de grande porte, usado para entender o conteúdo. O sistema não lê só números de curtidas; ele tenta entender do que o post trata.
Feed: o que decide a ordem
O Feed é onde aparecem as publicações de quem você segue, misturadas com recomendações. Para a parte de quem você segue, o texto de 2023 lista os sinais mais importantes em ordem aproximada de importância:
- A sua atividade. O que você curtiu, compartilhou, salvou e comentou recentemente.
- As informações sobre o post. Quão popular ele está — quantas pessoas curtiram, por exemplo — e dados do próprio conteúdo, como quando foi publicado, a duração, se for vídeo, e a localização, se houver.
- As informações sobre quem postou. Quantas vezes as pessoas interagiram com essa conta nas últimas semanas, por exemplo.
- O seu histórico com quem postou. Se você costuma comentar nos posts dessa pessoa, por exemplo.
Com esses sinais, o sistema faz previsões. O texto de 2023 cita as principais: a chance de você passar alguns segundos no post, comentar, curtir, compartilhar e tocar na foto do perfil de quem publicou.
A descrição técnica do Feed, atualizada em junho de 2026, mostra o funil por dentro. O sistema reúne os posts de quem você segue que ainda não viu; um modelo leve seleciona cerca de 700 dos mais relevantes; em seguida, calcula uma pontuação de relevância para cerca de 500 e os ordena. No fim, ele ainda tenta equilibrar o Feed com uma mistura de tipos de conteúdo, para você não ver dez vídeos seguidos. As previsões listadas nessa descrição incluem se você vai curtir, comentar ou recompartilhar, se vai abrir a janela de envio e mandar o post para alguém, quanto tempo vai passar nele, se vai deslizar o carrossel até o fim e se vai pular o post.
Um dado recente ajuda a entender o peso do conteúdo novo. Na teleconferência de resultados de julho de 2026, a Meta disse que mais da metade do conteúdo recomendado no Feed do Instagram tinha menos de um dia de publicado — mais do que o dobro de um ano antes.
Recomendações no Feed: quem você não segue
Parte do Feed é feita de posts de contas que você não segue. A Meta tem uma descrição separada para isso, e ela deixa claro de onde vem esse inventário: conteúdo público que atende às regras de qualidade e de integridade da plataforma. Conta privada, portanto, não entra aqui, e conteúdo que fere as diretrizes de recomendação — falamos delas mais adiante — também não.
As previsões usadas nessa parte incluem quanto o post parece informativo para você, se você vai tocar em "Interessado", se vai tocar no perfil de quem publicou, comentar, pular o post, abrir em tela cheia ou ligar o som. São sinais de interesse ativo, e não só de passagem.
Reels: o que faz um vídeo circular
Reels é a superfície onde mais conteúdo de desconhecidos aparece, e por isso é a que mais interessa a quem quer crescer. O texto de 2023 lista os sinais em ordem aproximada de importância: a sua atividade, o seu histórico com quem postou, as informações sobre o Reel — incluindo áudio, conteúdo visual e popularidade — e as informações sobre quem postou. As previsões principais, nas palavras do próprio texto: a chance de você recompartilhar o Reel, assistir até o fim, curtir e ir para a página do áudio.
A descrição técnica mais recente sobre Reels, de novembro de 2025, trata da sequência de vídeos que aparece quando você está assistindo. Nela, o sistema pré-seleciona cerca de 100 Reels, remove o que não pode ser recomendado e pontua o restante. As previsões listadas incluem usar o áudio do vídeo, assistir menos de três segundos, comentar, assistir mais do que o espectador típico daquele vídeo, recompartilhar, compartilhar fora do Instagram e seguir quem publicou.
Repare na previsão de "assistir menos de três segundos". O sistema tenta estimar a chance de você pular logo no começo, e um vídeo que perde as pessoas no primeiro instante tem pouca chance de ir longe. É daí que vem o conselho, repetido por todo mundo e desta vez com fonte, de caprichar na abertura.
A Meta também tem dado números sobre Reels nas teleconferências com investidores. Em abril de 2026, disse que melhorias de ranqueamento feitas no primeiro trimestre aumentaram em 10% o tempo gasto em Reels, e que posts do mesmo dia passaram a ser mais de 30% dos Reels recomendados, mais que o dobro de um ano antes. Em julho de 2026, falou na maior atualização de ranqueamento de Reels até então, com ganho especialmente em recompartilhamentos e tempo gasto.
Explorar: de milhares de candidatos a uma grade
O Explorar mostra conteúdo de contas que você não segue, em grade. Em 2023, os sinais listados em ordem aproximada foram: as informações sobre o post — como popularidade e velocidade de engajamento —, a sua atividade no Explorar, o seu histórico com quem postou e as informações sobre quem postou. As ações mais importantes que o sistema tenta prever, segundo o texto, são curtir, salvar e compartilhar.
A descrição técnica do Explorar, atualizada em junho de 2026, mostra a escala do processo. O sistema começa com até 1.500 candidatos, um modelo reduz para cerca de 100 e redes neurais fazem a ordenação final. As previsões incluem seguir quem publicou, ver o post por mais de alguns segundos, assistir até quase o fim, marcar "Não tenho interesse", comentar, curtir, recompartilhar, salvar e abrir em tela cheia.
Em 2023, a equipe de engenharia da Meta publicou um texto técnico sobre o Explorar que resume a lógica de todos esses sistemas numa fórmula: o valor esperado de um post é a soma das chances de cada ação boa, cada uma com o seu peso, menos a chance de ações negativas, como pedir para ver menos. É uma boa forma de pensar em qualquer superfície: o sistema soma o que você provavelmente vai fazer de bom e desconta o que provavelmente vai fazer de ruim.
Stories: proximidade
Nos Stories, quase tudo vem de quem você segue, e a pergunta é a ordem da fila no topo da tela. O texto de 2023 cita três grupos de sinais: o seu histórico de visualização — com que frequência você vê os Stories daquela conta —, o seu histórico de engajamento — curtidas e respostas — e a proximidade entre você e quem postou. O que o sistema tenta prever é se você vai tocar no Story, responder ou passar para o próximo.
A descrição técnica de Stories, de setembro de 2025, acrescenta previsões como curtir, tocar no perfil, avançar, sair e interagir com enquetes e outros adesivos. Em Stories, portanto, o que ajuda é relação: gente que responde, reage e volta.
Busca: o termo e a conta
A Busca é a superfície mais literal. A descrição técnica, de junho de 2026, fala em três modelos: um para contas, um para palavras-chave e um para hashtags. Os sinais incluem a semelhança do resultado com o que foi digitado, a correspondência com o nome de usuário, a taxa de engajamento na região, o histórico de visitas a perfis e a proximidade no seu círculo social. Há também a opção de resultados não personalizados.
Para quem quer ser encontrado, a lição é simples e antiga: nome de usuário, nome do perfil e texto da bio com as palavras que o seu público digitaria.
Os três sinais que mais pesam, segundo Mosseri
Em janeiro de 2025, Mosseri fez um resumo que vale mais do que muitas listas. Segundo a Social Media Today, que noticiou o vídeo, ele disse que os três sinais que mais importam para o ranqueamento são tempo de exibição, curtidas e envios. E fez uma distinção útil: curtidas pesam um pouco mais para conteúdo de quem você já segue, e envios — mandar o post para alguém por mensagem — pesam um pouco mais para conteúdo de quem você não segue.
Em termos práticos, isso separa dois objetivos:
- Manter quem já te segue engajado: conteúdo que a sua base curte.
- Chegar em quem ainda não te segue: conteúdo que alguém tem vontade de mandar para outra pessoa.
O segundo é o que faz um perfil crescer. Um Reel útil, engraçado ou surpreendente o bastante para alguém mandar para um amigo é o tipo de sinal que o sistema usa para decidir mostrar aquilo a mais gente. A própria Meta, num texto de 2023 sobre como a IA ranqueia conteúdo, disse que compartilhar um post costuma indicar que a pessoa achou o post interessante.
Conteúdo original tem prioridade declarada
Esta é a mudança mais importante dos últimos dois anos, e ela está escrita.
Em abril de 2024, o Instagram anunciou três coisas. Primeiro, que quando encontra dois ou mais conteúdos idênticos, recomenda apenas o original. Segundo, que contas que repetidamente — dez ou mais vezes em trinta dias — postam conteúdo de outras pessoas sem criar nada nem aprimorar de forma relevante ficam fora das superfícies de recomendação. Terceiro, que todo conteúdo qualificado é mostrado primeiro a um público pequeno que tende a gostar dele e se expande conforme o engajamento — o que dá chance real a contas pequenas.
Em abril de 2026, a regra foi ampliada: as mesmas proteções que valiam para Reels passaram a valer para fotos e carrosséis. O Instagram deixou claro o que não conta como original — apenas acrescentar uma borda, uma marca d'água, uma legenda ou um crédito no texto — e explicou como uma conta volta a ser recomendada: quando a maior parte do que ela postou nos últimos 30 dias for original. A mudança não afeta o que os seus seguidores veem de você; afeta o que o Instagram mostra a quem não te segue.
O efeito já aparece nos números da Meta. Na teleconferência de janeiro de 2026, a empresa disse que 75% das recomendações do Instagram nos Estados Unidos já vinham de posts originais, depois de um aumento de 10 pontos percentuais em um trimestre.
Quem pode ser recomendado: as diretrizes de recomendação
Tudo o que foi dito até aqui vale para conteúdo que pode ser recomendado. Há um filtro antes: as Diretrizes de Recomendação, publicadas na Central de Ajuda. Nas palavras do próprio Instagram, elas foram criadas para manter um padrão mais elevado do que os Padrões da Comunidade, porque tratam do que aparece para quem não escolheu seguir a conta.
Entre o conteúdo que não é recomendado estão, por exemplo:
- conteúdo não original, reaproveitado de outra fonte com edições pequenas e irrelevantes;
- isca de engajamento, como "legendas longas que não se relacionam com o conteúdo" e "redes de comentários coordenadas com o objetivo de gerar engajamento";
- categorias sensíveis, como violência, conteúdo sexualmente sugestivo e produtos regulados — tabaco, álcool, armas, procedimentos estéticos;
- conteúdo marcado como falso por checadores de fatos.
E há contas inteiras que deixam de ser recomendadas. A lista inclui contas com violação recente das diretrizes, contas que compartilham repetidamente conteúdo restrito e contas que "usaram repetidamente práticas enganosas para aumentar o número de seguidores, como a compra de 'curtidas'". Mais recentemente, entrou mais um item: perfis que mostram de forma recorrente uma pessoa fotorrealista gerada por inteligência artificial sem usar o rótulo de perfil gerado por IA.
Duas coisas importantes sobre esse filtro. Uma conta fora das recomendações continua aparecendo normalmente para os próprios seguidores — ela perde a vitrine de quem não a segue, não a conta. E ser elegível não garante ser recomendado: é só a condição para entrar na disputa.
Status da Conta: onde conferir a sua situação
O Instagram mostra ao dono da conta se o conteúdo dele está elegível para recomendação. A tela se chama Status da Conta, e o blog oficial descreve o que ela mostra: se o seu conteúdo pode ser recomendado a quem não te segue em lugares como Explorar, Reels e sugestões do Feed, se algum recurso da conta está restrito, e se a conta pode aparecer em Busca e em Contas Sugeridas.
Na Central de Ajuda, a elegibilidade para recomendação aparece para contas profissionais — as de criador e de empresa. O caminho muda conforme a versão do aplicativo: o blog de 2021 indicava Configurações › Conta › Status da Conta, e a Central de Ajuda atual fala em Mais › Configurações › Status da Conta, na área de informações e suporte. Se algum conteúdo tiver deixado a conta inelegível, a tela mostra o quê e permite pedir uma análise.
É a resposta oficial para a pergunta sobre shadowban. No texto de 2023, Mosseri disse que suprimir conteúdo não é a intenção do ranqueamento, e que o Instagram não esconde conteúdo para incentivar as pessoas a comprar anúncios. O que existe, com nome e tela, é a elegibilidade para recomendação — o tema de Shadowban é real?.
Engajamento comprado e o algoritmo
Este é um blog de uma loja que vende seguidores, e um artigo sobre o algoritmo precisa tratar desse ponto com a mesma franqueza das outras seções.
O que a Meta publicou é isto. A norma sobre spam dos Padrões da Comunidade proíbe comprar e vender engajamento. Desde 2018, o Instagram usa aprendizado de máquina para identificar atividade inautêntica gerada por aplicativos de terceiros e remove essas curtidas, seguidores e comentários. A Central de Ajuda diz que, se a plataforma achar que você entregou o seu login a um aplicativo de curtidas e seguidores, poderá remover o engajamento gerado por ele e limitar partes da conta. E, como visto acima, contas que compram curtidas de forma repetida podem sair das recomendações. As descrições técnicas das superfícies também citam processos de integridade aplicados antes da ordenação final.
O que a Meta não publicou é como, exatamente, engajamento falso é tratado dentro dos modelos de ranqueamento. Não há texto oficial dizendo que ele é descontado da pontuação, nem quanto. Quem afirma números sobre isso está afirmando sem fonte.
Juntando com o que as seções anteriores mostraram, a conclusão prática é clara:
- Engajamento comprado não é alavanca de algoritmo. Os sinais que mais pesam — tempo de exibição, envios, assistir até o fim — vêm do comportamento de quem vê o conteúdo, e não se contratam.
- Número de seguidores não aparece como sinal de ranqueamento em nenhuma das listas publicadas. As informações sobre quem postou falam em interação recente com a conta, não no tamanho da lista.
- Comprar curtidas repetidamente é o comportamento que as diretrizes citam como motivo para uma conta deixar de ser recomendada.
- Nenhuma compra exige a sua senha. Entregar o login a terceiros é o caminho que a Central de Ajuda associa a remoção de engajamento e limitação da conta — ver Preciso informar minha senha?.
Onde o número de seguidores pesa é em outro momento, fora do ranqueamento: quando alguém que viu o seu Reel toca no seu nome e abre o perfil. Ali, pesquisa revisada por pares mostra que um contador maior faz o perfil parecer mais popular e mais confiável, e isso entra na decisão de seguir. É apresentação do perfil, não distribuição do conteúdo. O detalhe dessa pesquisa, e o que as regras dizem sobre isso, estão no Como comprar seguidores no Instagram em 2026?.
Ferramentas que a própria plataforma oferece
Algumas ferramentas recentes ajudam quem cria a trabalhar com o sistema, e não contra ele.
Reels de teste. Lançados em dezembro de 2024, eles são mostrados primeiro a quem não segue a conta, e as métricas aparecem em cerca de 24 horas. Se o desempenho for bom nas primeiras 72 horas, o Instagram pode compartilhar o Reel também com os seguidores, se você escolher essa opção. A Central de Ajuda diz que é preciso ter conta profissional para usar. É o jeito mais barato de testar formatos sem gastar a atenção da sua base.
"Seu Algoritmo". Lançado nos Reels em dezembro de 2025 e expandido para o Explorar em abril de 2026 e para o Feed em junho de 2026, primeiro em inglês, é um resumo dos temas que o Instagram acha que você gosta, e dá para editar. Segundo o Instagram, quando você diz quais temas quer ver mais ou menos, as recomendações mudam em todo o aplicativo.
Redefinir recomendações. Desde novembro de 2024, dá para zerar as recomendações do Explorar, dos Reels e do Feed nas preferências de conteúdo. Elas voltam a se personalizar com o tempo.
Controles de visualização. O Feed "Seguindo", em ordem cronológica, a lista de Favoritos, os botões "Interessado" e "Não tenho interesse", a opção de adiar posts sugeridos e o controle de conteúdo sensível mudam o que você vê. São sinais explícitos que você dá ao sistema — e, do lado de quem cria, são um lembrete de que o público também pode dizer não.
O que circula sem fonte
Uma parte do que se diz sobre o algoritmo tem origem clara; outra parte não. Na pesquisa para este texto, algumas afirmações muito repetidas em vídeos e blogs de marketing não apareceram em nenhuma fonte oficial nem em imprensa com autoria identificada. Não quer dizer que sejam falsas — quer dizer que ninguém mostrou de onde vieram. Entre elas:
- que conteúdo original recebe de 40% a 60% mais distribuição, ou que contas agregadoras perderam de 60% a 80% do alcance;
- que um envio vale de três a cinco vezes mais que uma curtida — Mosseri disse que envios pesam um pouco mais para quem não te segue, sem dar número;
- que a taxa de repetição de um vídeo virou fator de ranqueamento;
- que existe um número mínimo de seguidores para usar reels de teste.
Também não há, até hoje, ordem de importância publicada para os sinais de Stories e da Busca, nem uma porcentagem oficial recente de quanto do Feed é recomendação. Quando alguém citar um desses números com segurança, vale perguntar a fonte.
O que fazer com tudo isso
Juntando o que a Meta publicou, dá para montar uma lista curta de práticas com fonte, sem truque:
- Cuide dos primeiros segundos. O sistema estima a chance de alguém pular o vídeo em menos de três segundos. Abertura fraca encerra a distribuição antes de ela começar.
- Faça conteúdo que alguém mandaria para um amigo. Envios pesam mais para alcançar quem não te segue.
- Poste o que é seu. Conteúdo original tem prioridade declarada, e republicar material alheio de forma repetida tira a conta das recomendações.
- Carrossel é para ser deslizado até o fim. Deslizar o carrossel inteiro aparece entre as previsões do Feed.
- Poste com frequência. Conteúdo do mesmo dia é uma fatia crescente das recomendações, no Feed e nos Reels.
- Evite isca de engajamento. Legenda longa sem relação com o post e grupos combinados para comentar uns nos outros estão nas diretrizes como conteúdo não recomendável. Esses grupos, chamados de pods, são estudados na pesquisa acadêmica justamente como tentativa de enganar o algoritmo.
- Olhe o Status da Conta de vez em quando. É a única tela oficial que diz se o seu conteúdo está elegível para recomendação.
- Use reels de teste para experimentar. O público de quem não te segue diz rápido o que funciona.
- Prepare o perfil para quem chega. Quando um Reel funciona, uma parte de quem assistiu toca no seu nome. O que essa pessoa encontra — bio clara, destaques organizados, publicações consistentes e um número de seguidores que passe confiança — decide se ela segue.
O nono item é onde a Grapegram entra, e só nele. Um perfil comercial com conteúdo bom e contador baixo perde parte das pessoas que o algoritmo levou até ele. Seguidores brasileiros, a partir de 500 por R$ 81,00, mudam a primeira impressão de quem abre o perfil — sem senha, com quantidade exata e com o preço na tela antes de pagar. Não mudam a distribuição do conteúdo, e o texto acima explica por quê.
Resumindo
O Instagram não tem um algoritmo, tem vários, um para cada parte do aplicativo. Todos tentam prever o que você vai fazer com cada post e mostram primeiro o que tem mais chance de te interessar. Os sinais que mais pesam são tempo de exibição, curtidas e envios; conteúdo original tem prioridade declarada; conteúdo novo é uma fatia crescente das recomendações; e as diretrizes de recomendação tiram da vitrine de desconhecidos o conteúdo e as contas que tentam enganar o sistema.
Quem quer crescer tem, portanto, uma estratégia com fonte: vídeo que segura nos primeiros segundos, conteúdo próprio que alguém quer mandar para outra pessoa, frequência, e um perfil pronto para receber bem quem chega. As três primeiras partes levam o conteúdo até pessoas novas. A última decide se elas ficam — e é aí que um perfil com número de seguidores à altura do conteúdo converte melhor a visita em seguidor.
Fontes
- Instagram Ranking Explained — Instagram
- Instagram now has 3 billion monthly active users — TechCrunch
- Explicações de ranqueamento — Centro de Transparência da Meta
- Instagram Feed — Centro de Transparência da Meta
- Recomendações no Feed do Instagram — Centro de Transparência da Meta
- Sequência de Reels do Instagram — Centro de Transparência da Meta
- Instagram Explorar — Centro de Transparência da Meta
- Instagram Stories — Centro de Transparência da Meta
- Busca no Instagram — Centro de Transparência da Meta
- Scaling the Instagram Explore recommendations system — Engenharia da Meta
- How AI influences what you see on Facebook and Instagram — Meta
- Instagram shares algorithm insights — Social Media Today
- Recomendações e originalidade — Instagram for Creators
- Recompensando criadores originais no Instagram — Instagram for Creators
- Rótulo de perfil gerado por IA — Instagram for Creators
- Recomendações no Instagram — Central de Ajuda do Instagram
- Qualificação para recomendações — Central de Ajuda do Instagram
- Status da Conta — Central de Ajuda do Instagram
- Instagram outages and Account Status — Instagram
- Apps de terceiros para curtidas e seguidores — Central de Ajuda do Instagram
- Spam — Padrões da Comunidade da Meta
- Reducing inauthentic activity on Instagram — Instagram
- Trial reels — Meta
- Reels de teste — Central de Ajuda do Instagram
- Your Algorithm — Instagram
- Introducing recommendations reset — Meta
- Transcrição da teleconferência de resultados do 4º trimestre de 2025 — Meta
- Transcrição da teleconferência de resultados do 1º trimestre de 2026 — Meta
- Transcrição da teleconferência de resultados do 2º trimestre de 2026 — Meta
- Instagram engagement pods — O'Meara, Social Media + Society
Publicado em 29 de setembro de 2026 · Revisado em 29 de setembro de 2026 pela Equipe GrapegramComo escrevemos